Um dos meus barbeiros (para que conste, eu tenho dois barbeiros na vida), em jeito de conselho, disse-me há tempos que devia ir contar "a minha história" (que fique registado: tenho uma história) à Sra. Dra. Júlia Pinheiro. "Sabe quem o pode ajudar?..." A ele, ao meu barbeiro suplente, conto qse td: bem vistas as coisas, sentado naquele trono, tenho uma navalha cheia de apetite juntinho ao pescoço. "Olhe que ela, de certeza, o ajudava", por exemplo a encontrar o meu irmão Artur ou outros irmãos e irmãs que eventualmente tenha pelas Áfricas deste mundo. "Ela ajuda muita gente... ela tem ajudado muita gente". Num dos meus mais simpáticos dias, disse ao meu padre de capa e espada que iria pensar nisso. Hoje, depois de tanto circo à volta das histórias de tanta gente inocente, exibido da maneira mais ignara e nojenta pela dita sra. dra. e outras que tais, solto-me a fera: Deus Nosso Senhor me livre da ajuda da televisão! O que queria às vezes era matá-la à machadada - ao aparelho-abutre, não à mencionada sra. dra. Pinheiro (coitada da mulher!), já que uma navalha não chega para tão nobre e meritório feito. Enfim, sempre fui um pobre e mal agradecido!
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